Hans August Wulf chegou ao Brasil em 1924, vindo de Albersdorf-Hamburgo, na Alemanha, e se estabeleceu em Agrolândia, Santa Catarina. Ao longo da vida, desenvolveu uma grande paixão pelas borboletas e virou referência entre colecionadores e estudiosos desses insetos.
Na década de 1950 já era conhecido como o “Homem das Borboletas”. Em casa, mantinha uma coleção impressionante, que atraía visitantes de várias regiões do Brasil. Além de estudar as espécies, comprava, vendia e trocava exemplares coletados em diferentes partes do país e do exterior.
Quando o comércio de borboletas foi proibido no Brasil, na década de 1970, Hans construiu um viveiro para continuar observando e estudando esses animais — uma das grandes paixões da vida dele até o fim.
Ele faleceu em 1999, e sua filha, Armgard Wulf, doou parte da coleção à Casa Fritz Müller durante as comemorações dos 200 anos de nascimento de Fritz Müller. Os exemplares expostos nas caixas desta sala fazem parte desse legado, preservado para inspirar novas gerações de observadores da natureza.
✨ Você sabia?
Estas borboletas não são de ontem: foram coletadas ao longo de décadas do século passado. A maioria já passou dos 50 anos, e as mais antigas se aproximam de um século. Com todo esse tempo, as cores feitas de pigmento vão desbotando devagar — mas as cores estruturais, como o azul das morphos, continuam exatamente as mesmas.